Reciclagem de telemóveis
Portugal tem das maiores taxas de penetração de telemóvel, e possui neste momento mais telemóveis que pessoas, visto isto, uma boa maneira de ganhar dinheiro é trocando o seu telemóvel antigo por dinheiro.
Há empresas de rede móvel que dão uma pequena quantia, normalmente 10 euros em troca do equipamento usado, contudo, este valor é muito abaixo do real valor do telemóvel. Existe uma empresa chamada Envirofone.com baseada no Reino Unido que paga muito mais pelo telemóvel usado, mesmo que este esteja avariado.
A iSuppli revela que no último trimestre de 2007 o número de equipamentos reciclados foi o dobro do que se conseguiu no trimestre anterior.
Embora animadores, os resultados ainda são baixos: menos de 10% dos compradores de telemóveis nos EUA recicla o seu equipamento antigo.
No entanto, a veia ambientalista parece estar a impor-se, com cada vez mais pessoas a reciclarem equipamentos electrónicos.
O estudo da iSuppli mostrou que 36,8% das pessoas guarda os telemóveis antigos, pensando que possam ter algum valor comercial ainda. Foi também revelado um número preocupante: 10,2% dos consumidores afirmou deitar o telemóvel no lixo, sem qualquer preocupação ambiental, ou que perderam o telemóvel ou foi roubado. Os 125 milhões de telemóveis deitados no lixo anualmente produzem 65 mil toneladas de lixo, algum do qual tóxico.
Processo de reciclagem
“Quantos telemóveis estragados tem espalhados lá por casa?” A pergunta é da Nokia que ao longo dos anos tem reforçado as suas acções enquanto empresa ambientalmente responsável e diversificado os pontos de recolha e esforços de reciclagem de equipamentos. A empresa criou agora um vídeo onde mostra o que acontece aos telemóveis entregues nos seus mais de 5 mil pontos de recolha em todo o mundo. Durante a peça aproveita para passar algumas mensagens de sensibilização.
Existem também instituições de solidariedade social que fazem a recolha de telemóveis e consumíveis informáticos, como é o caso da AMI.
Tecnologias “verdes”
Recentemente a empresa Samsung lançou um equipamento denominado “Blue Earth”.
Com desenho que simboliza uma pedra arredondada e brilhante, o Blue Earth é o primeiro telemóvel com energia solar e ecrã inteiramente de toque. A sua recarga pelo painel solar que se encontra na parte de trás do telemóvel permite que os usuários carreguem energia suficiente para chamadas a qualquer hora e em qualquer lugar.
Blue Earth é fabricado em plástico reciclado, denominado PCM e obtido de garrafas de plástico, ajudando a diminuir o consumo de combustível e emissões de carbono durante o processo de fabricação. O dispositivo e o seu carregador não contêm substâncias nocivas, como retardadores de chama bromados, berilo e ftalatos.
Sendo o mais moderno de uma série de produtos ecológicos, o Blue Earth é acompanhado por uma interface de usuário exclusiva, projectada para chamar a atenção para a conservação do nosso frágil meio ambiente. Essa nova interface de usuário conta com funcionalidades de ajuste do brilho da tela e duração da luz de fundo fáceis de ajustar, além de modalidade de Bluetooth em modo de economia de energia, permitindo ainda que o usuário também contribua para poupar energia simplesmente clicando em "Eco mode". Com a função "eco walk", o usuário poderá contar seus passos com a ajuda de um contador integrado, calculando a quantidade de emissões de CO2 que foram economizadas graças às suas caminhadas, em vez de usar transporte motorizado. Essa função exclusiva permite que o usuário calcule quanto valem os seus passos, mostrando o número de árvores que ele acabou de salvar.
A embalagem do Blue Earth foi projectada para ser leve e pequena, fabricada em papel reciclado, sendo fornecida com um carregador 5 estrelas, também ecológico, que usa alimentação em standby inferior a 0,03 W. Como parte do programa piloto denominado "Voluntary Agreement of European Commission IPP" (Protocolo de Produto Integrado), a Samsung entrou em acordo para começar a usar estimativa de consumo de energia no modo sem recarregar do carregador do celular.
Carregador universal
A International Telecommunication Union (ITU), a agência da ONU que regula o sector das telecomunicações, aprovou a solução de criar um carregador universal para telemóveis. O objectivo é acabar com as dezenas de carregadores diferentes para as várias marcas e modelos e, deste modo, atenuar o impacto ambiental que a produção destes periféricos acarreta.
«Qualquer utilizador de telemóvel beneficia com a introdução da Solução Universal de Carregamento (de Universal Charging Solution)», garantem os responsáveis da ITU, "as TIC são um elemento essencial de um acordo efectivo para o clima no tratado de Copenhague", disse o secretário-geral Hamadoun Touré.
Em Junho passado, a Nokia, Sony Ericsson e outros fabricantes tinham já concordado em arrancar com a disponibilização de modelos com estes carregadores.
Todos os utilizadores de telemóveis irão beneficiar da nova solução de carregamento Universal (UCS), que permite que o mesmo carregador para ser usado por todos os aparelhos futuro, independentemente da marca e modelo. Além de reduzir drasticamente o número de carregadores produzidos, a nova norma vai permitir a todos os utilizadores carregarem ou recarregarem os seus telemóveis em qualquer lugar em qualquer carregador disponíveis e, ao mesmo tempo, reduzir a energia consumida durante o carregamento.
A norma UCS nova era baseada na entrada da GSMA, que prevê uma redução de 50 por cento no consumo de energia em espera, a eliminação de 51.000 toneladas de carregadores redundantes, e uma consequente redução de 13,6 milhões de toneladas de emissões de gases com efeito de estufa a cada ano. Director de Normalização das Telecomunicações da UIT (TSB), Malcolm Johnson disse: "Este é um passo significativo na redução do impacto ambiental de tarifação móvel, que também tem a vantagem de fazer um uso mais simplificado dos carregadores, sendo estes universais, são uma solução de bom senso que eu anseio ver replicado em outras áreas. "
Desde a aprovação do Protocolo de Quioto, em Dezembro de 1997, o número de utilizadores das TIC em todo o mundo triplicou, mas a importância da implantação das TIC para reduzir significativamente as emissões não é reconhecido no texto do projecto actual.
Juntamente com órgãos parceiros, e com o apoio do Secretário-geral da ONU Ban Ki-moon, o ITU trabalha estreitamente com os negociadores da conferência em Barcelona para garantir que o texto que será apresentado à Conferência do Clima em Copenhaga, reconhecendo o papel fundamental das TIC na busca de soluções para a crise climática. O director Malcolm Johnson da TIC TSB vai presidir um evento em Barcelona, as Palestras sobre Mudança do Clima, em 5 de Novembro de 2009, organizado pelo UIT e pela OCDE, em parceria com o Global e-Sustainability Initiative (GeSI), onde estão convidados os Decision Makers dos diversos governos do mundo, as organizações internacionais e da indústria para compartilhar as suas opiniões e ideias inovadoras sobre novas formas de utilização das TIC para enfrentar a mudança climática.
Está nas mãos de cada um ter um gesto em prol do bom ambiente e conservação do mesmo, para garantir um futuro melhor para nós e para os nossos descendentes.
Links de interesse
Http://videos.sapo.pt/0RWQF68udWYw4rbI40zc
Http://www.nokia.pt/NOKIA_PORTUGAL_11/About_Nokia/Press_Release/whitepapers/pdf_files_2009/Fev09_PT_BG_Environment_fact_sheet_FINAL.pdf
sábado, 5 de junho de 2010
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário